
Dormir oito horas por noite nem sempre é sinônimo de saúde. Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Pequim e da Universidade Médica do Exército Chinês revelou que a regularidade dos horários de sono é mais importante para o bem-estar do que a quantidade de horas dormidas.
A pesquisa, publicada na revista Health Data Science, acompanhou mais de 88 mil adultos ao longo de quase sete anos. Os resultados mostraram que padrões irregulares de sono estão associados a um risco maior de desenvolver até 172 doenças, incluindo Parkinson, diabetes tipo 2, cirrose hepática e depressão.
Um dos dados mais preocupantes é que dormir frequentemente após 00h30 pode aumentar em 2,57 vezes o risco de cirrose. Já ciclos instáveis de sono e vigília elevam em até 2,6 vezes o risco de gangrena.
O estudo também desmistifica a ideia de que dormir mais de nove horas faz mal. Muitos participantes que relataram esse hábito, na verdade, dormiam menos de seis horas, indicando uma percepção equivocada sobre o próprio descanso.
Segundo o epidemiologista Shengfeng Wang, autor principal da pesquisa, é hora de rever o conceito de sono saudável.
“Nossas descobertas ressaltam a importância frequentemente negligenciada da regularidade do sono. É hora de ampliar nossa definição para além da mera duração.”
Manter horários consistentes para dormir e acordar pode ser mais benéfico do que tentar atingir um número fixo de horas. A recomendação dos especialistas é simples: priorize a rotina, não apenas o relógio.
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