
Na tarde deste sábado (1º), a convenção do Partido Socialista Brasileiro confirmou o ex-prefeito do Recife João Campos (PSB) como candidato da coligação Frente Popular de Pernambuco ao governo do estado. Apoiado por dez partidos e com a presença do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), Campos destacou que representa a maior aliança de um bloco de oposição na história recente do estado. O ato político teve críticas à gestão Raquel Lyra (PSD), associações dela à extrema direita, além da promessa de recolocar o estado numa posição de protagonismo político e econômico na região Nordeste.
Durante o seu discurso, João Campos destacou alguns feitos dos seus cinco anos e quatro meses à frente da prefeitura do Recife, citando postos de saúde, hospitais, parques e a abertura de vagas em creches, para comparar com a gestão da governadora Raquel Lyra. “Promessa precisa ter seriedade. Demoraram três anos para entregar creches. Isso significa que um recém-nascido no início do governo nunca conseguiu ter esse direito, porque creche é só até os três anos de idade”, afirmou Campos, fustigando Lyra.
O deputado Pedro Campos (PSB), irmão do candidato ao governo, endossou a crítica. “Pernambuco não é só a bandeira e o hino. São nove milhões de pessoas que precisam de um governo mais atuante”, cobrou ele. O prefeito do Recife, Victor Marques (PCdoB), que até abril era vice de João Campos, lembra ter visto a população duvidar da capacidade da dupla por serem jovens. “Mas depois vi essas pessoas te darem a maior votação da história do Recife. E agora você terá a maior vitória que Pernambuco já viu”.
João Campos disse que “Pernambuco pode mais” e que será um governador recordista em investimentos. “Já chega de ver Ceará, Bahia, Paraíba, todo mundo tendo oportunidades, menos Pernambuco”, reclamou. “O estado está parado, assistindo o Ceará concluir a Transnordestina. Quando eu for governador, vou pegar um avião para falar com o presidente Lula e dizer que aqui tem um engenheiro de 32 anos e disposição para fazer. Vou pegar a Transnordestina pelo cangote e vou fazer essa ferrovia”, bradou.