
Segundo levantamento realizado pelo Diario de Pernambuco, 35 dos 961 candidatos pernambucanos nas eleições deste ano utilizam títulos evangélicos na urna. Outros 35 nomes aproveitam cargos militares ou patentes policiais para nomear suas candidaturas.
Dentre elas, apenas duas estão situadas no campo da esquerda, no caso de Irmão Bob do Táxi (candidato a deputado federal) e Irmã Lalá (candidata a deputada estadual), ambos filiados ao Partido Socialista Brasileiro (PSB). No pleito deste ano, todos os pernambucanos que nomeiam suas candidaturas com patentes militares ou cargos policiais ocupam o espectro político da direita.
As informações foram apurados a partir dos dados abertos fornecidos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), levando em consideração títulos como “pastor”, “missionário” e “irmão”, no caso dos evangélicos, e “policial”, “cabo” e “delegado”, filiados às candidaturas de militares ou agentes policiais em geral. De acordo com pesquisador e doutorando em Ciência Política pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Mário Veras, ao destacar uma característica no nome de urna, como “pastor”, “missionário” ou uma patente militar, o candidato pode sinalizar ao eleitor que pertence ou está associado a determinado grupo.