
A produção de algodão em pluma no Nordeste deverá superar, pela primeira vez, a marca de 1 milhão de toneladas, já nesta safra 2025/2026. O volume estimado é 4% superior ao registrado no ciclo anterior. O resultado contrasta com a expectativa de queda de 2,5% na produção brasileira, projetada em 3,98 milhões de toneladas. As informações constam em estudo divulgado pelo Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (Etene), do Banco do Nordeste, e disponível para download gratuito na página do Banco na Internet.
Segundo a análise, o desempenho regional é impulsionado principalmente pela Bahia e pelo Piauí, que devem ocupar, respectivamente, a segunda e a terceira posição entre os maiores produtores de algodão do País. A Bahia tem produção estimada em 862,2 mil toneladas, enquanto o Piauí poderá alcançar 87,6 mil toneladas, crescimento de 38,4% em relação à safra anterior.
O estudo mostra ainda que o Nordeste amplia a relevância na cotonicultura nacional. A região deverá alcançar produtividade média de 2.027 quilos por hectare, acima da média brasileira, estimada em 1.969 quilos por hectare.
Para o economista do Etene e autor do estudo, Jackson Dantas Coêlho, a região reúne condições para manter um cenário favorável para a atividade.
“As entidades envolvidas vislumbram boas perspectivas de estabilidade ou de crescimento na cadeia da cotonicultura para 2026/27: o consumo interno pode aumentar 2,1%, com a melhoria do nível de emprego, previsão de alta no PIB e controle da inflação, apesar do nível de juros ainda alto e da imprevisibilidade da geopolítica internacional. As exportações brasileiras, com a segunda maior produção da história, mantêm o Brasil como líder mundial”, afirmou.