
Em Pernambuco, 63,33% das mulheres empreendedoras sobrevivem com renda de até um salário mínimo. O dado é da Pnad Contínua, do IBGE, e revela o cenário de vulnerabilidade econômica enfrentada por mulheres que buscam consolidar um negócio no estado. A baixa renda é apontada como um dos principais obstáculos na hora de obter crédito junto a instituições financeiras. Mas não é a única.
Ainda segundo o levantamento do IBGE, 34,82% das empresas no estado têm mulheres como donas, o que representa cerca de 413,86 mil empreendedoras. Entre elas, mais da metade (53,55%) está no setor de serviços, área mais afetada por oscilações de consumo.
Outro dado que acende alerta é o fato de 77,97% não contribuírem para a previdência, o que amplia a exposição à instabilidade econômica.
“Os números mostram que boa parte das empreendedoras ainda enfrenta barreiras que vão além da gestão do próprio negócio. São obstáculos estruturais, ligados ao acesso a crédito e à falta de políticas específicas para quem tem renda mais baixa”, afirma Joana Macêdo, assessora de Desenvolvimento do Cooperativismo na Central Sicredi Nordeste.
No cenário nacional, os desafios se repetem. Segundo dados do Banco Central, apenas 34% do crédito formal é concedido a mulheres. Um levantamento da Febraban aponta que, em média, os valores liberados a elas são menores do que os destinados a homens, mesmo em condições semelhantes de negócio.
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