
A vacina BCG — administrada para prevenir a tuberculose — pode remodelar o ambiente imunológico do cérebro humano, oferecendo uma possível explicação para associações observadas anteriormente entre a vacinação com BCG e um menor risco de doença de Alzheimer. A conclusão é de um estudo liderado por investigadores do Mass General Brigham, principal sistema de saúde afiliado de ensino da Harvard Medical School, publicado na revista científica Communications Medicine.
O trabalho, com duração de um ano, constatou que a BCG promoveu uma maior capacidade de resposta nas células imunológicas que circundam o cérebro e modificou biomarcadores relacionados ao Alzheimer em idosos sem evidências a doença, mas não naqueles que apresentavam evidências da demência por meio de biomarcadores.
"O sistema imunológico e o cérebro podem estar muito mais conectados do que imaginávamos", afirma o autor sênior e coautor correspondente Steven Arnold, diretor administrativo do Interdisciplinary Brain Center do Mass General Brigham Neuroscience Institute. "O próximo passo é testar isso rigorosamente em estudos maiores e controlados, particularmente no contexto da prevenção, com a esperança de preservar a saúde cerebral antes que a doença de Alzheimer se desenvolva de forma significativa."