
Na contramão da iniciativa tomada em favor da influenciadora e advogada Deolane Bezerra dos Santos, presa desde maio sob acusação de lavar "um oceano de dinheiro" da cúpula do PCC e para quem requereu o benefício de uma Sala de Estado-Maior, a Ordem dos Advogados do Brasil em São Paulo (OAB-SP) não tem adotado a mesma medida em relação a outros advogados presos sob suspeita de integrarem organizações criminosas.
Levantamento da Secretaria da Administração Penitenciária, ao qual o Estadão teve acesso, indica que atualmente 20 advogados estão privados de liberdade e ocupam celas comuns em presídios paulistas.
A OAB-SP informou que, "nos casos em que é acionada, presta assistência a 100% dos advogados presos que solicitam esse acompanhamento". A entidade acrescentou que, desde o início do atual sistema de registro, em 23 de agosto de 2023, formulou 27 pedidos de habeas corpus relacionados a advogados presos que solicitaram assistência da Ordem.
Segundo investigadores da Operação Vérnix, que prendeu Deolane há mais de um mês, a Ordem não entrou em ação para pedir a transferência de nenhum deles para uma Sala de Estado-Maior, regime que não guarda nenhuma semelhança com o sistema carcerário, ao contrário da dedicação prestada à influenciadora.