
Nesta quarta-feira (3), o acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia avançou e pode fortalecer a união entre os dois blocos. O documento final da proposta foi entregue pela comissão europeia, para os 27 países da aliança.
A próxima etapa envolve a análise do plano pelos representantes dessas nações, reunidos no chamado conselho de ministros. Após isso, serão necessários, ao menos, 15 votos favoráveis para que o acordo avance. O governo brasileiro acredita que já pode contar com esse apoio.
Além disso, a proposta precisa passar pelo Parlamento Europeu, onde basta uma maioria simples para dar continuidade ao processo. Entretanto, uma parte específica do tratado, que é referente a temas como direitos humanos e mudanças climáticas, seguirá um trâmite diferente: será enviada diretamente aos parlamentos nacionais de cada país. Essa etapa pode levar anos, mas não impedirá a implementação das cláusulas centrais do acordo comercial, caso estas sejam aprovadas.
O progresso nas negociações, que vinham se arrastando, só foi possível após a inclusão de salvaguardas destinadas ao setor agrícola europeu. Esses novos mecanismos têm como objetivo acompanhar e limitar a presença de produtos sul-americanos no mercado europeu, atendendo especialmente as preocupações de países como a França. Paris teme que a concorrência com o agronegócio do Mercosul afete negativamente os produtores franceses.
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