
A minuta oficial da proposta do Ministério dos Transportes que defende a desobrigação das aulas em autoescolas para a retirada da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) será conhecida publicamente no início da próxima semana. A informação foi confirmada pelo secretário Nacional de Trânsito, Adrualdo Catão, durante debate na Rádio Jornal nesta terça-feira (26/8).
Além do secretário, participaram do debate o diretor-presidente do Departamento de Trânsito de Pernambuco (Detran-PE), Vladimir Lacerda, e o presidente da Federação Nacional das Autoescolas e Centros de Formação de Condutores (Feneauto) e do Sindicato dos Proprietários de Centros de Formação de Condutores A, B e AB do Estado de Pernambuco (Sindcfc-PE), Ygor Valença.
O encontro, marcado por acusações mútuas e interrupções frequentes entre os convidados, deixou evidente que a proposta do governo federal é polêmica e continua rendendo muitas discussões, que se prolongarão nos próximos meses, à medida que a minuta avançar para consulta pública e, eventualmente, deliberação pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran).
O secretário Nacional de Trânsito, Adrualdo Catão, defendeu a proposta do governo como uma medida essencial para resolver um problema grave no Brasil: a existência de 20 milhões de pessoas dirigindo sem CNH e outras 30 milhões que desejam obter a habilitação, mas são impedidas pelo alto custo. Catão enfatizou que o custo médio para tirar a CNH varia entre R$ 2 mil e R$ 3 mil, um valor muito caro e impeditivo para famílias de baixa renda, especialmente em estados mais pobres do País, como Pernambuco.
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