
Dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública revelam um crescimento alarmante de 14% nas denúncias de produção, armazenamento e compartilhamento de imagens de exploração sexual de menores na internet entre 2023 e 2024. O levantamento mostra que crianças e adolescentes de 10 a 17 anos foram os mais afetados, embora o maior aumento proporcional tenha ocorrido entre vítimas de 0 a 9 anos.
O relatório reacende o alerta sobre os riscos da exposição infantil no ambiente digital, especialmente após a repercussão do vídeo do influenciador Felca, que denunciou a “adultização” de crianças nas redes sociais. O caso gerou comoção nacional e levou à suspensão das redes sociais do influenciador Hytalo Santos, investigado por suposto aliciamento de menores.
Em São Paulo, iniciativas como as da Plan International Brasil têm buscado fortalecer redes de apoio e conscientização. Educadoras utilizam dinâmicas que ajudam crianças a expressar o que sentem ao ver determinadas imagens, promovendo habilidades de autoproteção e conhecimento sobre seus direitos.
Segundo Ana Neri Lima, especialista em Gênero e Inclusão, “as crianças sozinhas não são responsáveis pela própria segurança, mas nós as apoiamos para que saibam identificar situações e conhecer seus direitos sobre si mesmas”.
A crescente violência digital contra menores reforça a urgência de políticas públicas, educação digital e responsabilização de plataformas e usuários.
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