
Uma investigação conduzida pela Polícia Civil de Pernambuco e pelo Ministério Público Estadual revelou a atuação de uma organização criminosa especializada em furto, adulteração e venda ilegal de combustíveis. O esquema, operado entre 2022 e 2024, gerou lucros milionários e causou prejuízos significativos aos consumidores e ao Estado.
Segundo o relatório, caminhoneiros desviavam parte da carga durante o transporte entre o Complexo de Suape e os postos, armazenando o produto em condições precárias. Policiais civis e militares recebiam propina para facilitar a operação, enquanto postos comercializavam gasolina, álcool e diesel adulterados a preços abaixo do mercado.
Claudivando José da Silva, conhecido como “Vando”, foi apontado como líder do grupo. Ele é proprietário de postos e de uma transportadora, e teria utilizado terceiros para movimentar recursos e ocultar bens. O empresário nega envolvimento.
O caso envolve oito réus, que respondem por organização criminosa e lavagem de dinheiro. A Justiça ainda não marcou as audiências de instrução. Entidades do setor alertam para a necessidade de maior fiscalização e reforma tributária para conter fraudes no mercado de combustíveis.
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